Informação e poder: o encontro entre os bancos de dados e a História
Uma conexão interessante entre os bancos de dados e história é o papel social da informação. Tendemos a ver o dinheiro (quem tem x quem não tem) como o principal demarcador da posição das pessoas na sociedade, mas há outros marcos: ter disponível tempo para o lazer, descanso, etc., também o acesso a itens variados: vestuário, saúde, alimentação e, é claro, informação. O que inclui formação nem escolas e universidades ou poder ler livros e jornais, mas vai além. É uma questão fundamental para pessoas, empresas, Estados.
O controle de informações é tão vital que países tem departamentos só para salvar e monitorar dados (vide IBGE), poderosas empresas vivem da distribuição de informação (exemplo: a Google) e o que é o mundo das ações como as da Nasdaq senão um jogo de previsões de informações sobre mercados?
A informação não é apenas um tipo de recurso, é também um poder. Por isso gastos vultuosos de forças militares e policiais (como CIA) em inteligência e contraespionagem (vide a caça a Julian Assange) e o investimento massivo de empresas na ampliação do seu domínio sobre a internet.
A expansão da rede mundial de computadores evidencia que a informação é para a sociedade tão vital quanto dinheiro. Por isso, aprender a criar e usar bancos de dados não é simplesmente assimilar como girar um parafuso. É começar a descobrir um novo modo de mover uma das mais poderosas engrenagens do mundo!
João Gilberto Saraiva.
Obs.: Ninguém melhor que Charles Chaplin para apresentar as questões da informação na sociedade contemporânea. Seja no campo, na fábrica ou mesmo na aula de programação no IMD – Instituto Metrópole Digital. Somos todos Chaplins de ferramentas na mão correndo contra o tempo!